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5 mitos da vida sexual num relacionamento a longo prazo: o que não lhe contam

Neste artigo, desmitificamos alguns mitos associados à vida sexual de casais que mantêm um relacionamento de longo prazo.

No início de um relacionamento é natural que o desejo sexual surja de forma espontânea, pois, este tipo de desejo é alimentado pelo mistério, pela novidade, pela imprevisibilidade… características muito presentes na fase inicial da relação, e que perdem a sua força, tendencialmente, ao longo da relação. Isto porque, outras características passam a estar presentes como: a intimidade emocional; a confiança; a segurança emocional; previsibilidade… e, além disso, o desejo sexual oscila dependendo das transformações que o relacionamento enfrenta ao longo do tempo (situações de luto, perda de um trabalho, mudanças repentinas, surgimento de uma doença, parentalidade, etc.). 

A satisfação sexual de um casal que mantém um relacionamento a longo prazo, tendencialmente diminui, e isso pode-se dever a vários fatores, e um deles é a diminuição da frequência sexual. O segredo está em compreender que, o desejo que inicialmente era espontâneo no início da relação, passa a ser responsivo após algum tempo. Isto é, o desejo sexual surge em resposta a um ou vários estímulos subjetivos. Ou seja, é preciso criar momentos dedicados somente para o casal, onde possam namorar – beijar, acariciarem-se, tocarem-se, conectarem-se um no outro e no presente – para que o desejo sexual surja. Quantos mais momentos destes existirem no vosso relacionamento, maior será a probabilidade de o sexo acontecer. 

A penetração é só uma das dinâmicas possíveis de se fazer durante a atividade sexual. O sexo começa no beijo, no toque, nas sensações experienciadas a cada momento, na conexão profunda entre o casal, no envolvimento dos corpos, na respiração ofegante, nas palavras ditas com teor erótico… E ter a consciência de que o sexo é uma busca constante de prazer a cada momento, e não uma dinâmica mecanizada para atingir um fim – o orgasmo – retira ao casal a pressão de que, para ter sexo certas dinâmicas têm obrigatoriamente que acontecer, quando na verdade o sexo é subjetivo e, deve ser vivido de forma autêntica, espontânea, e focalizado no prazer mútuo. 

Ao encontro do que foi abordado no mito anterior, o sexo não é uma corrida para chegar a uma meta, ou seja, o objetivo do sexo não é atingir o orgasmo mas sim, o prazer sexual, de onde pode ou não surgir o orgasmo. Quanto menor for o foco no orgasmo, maior será a probabilidade de ele surgir de forma natural. Em contrapartida, o aumento do foco aumenta a pressão para que ele surja e, caso não aconteça (que é o cenário mais provável) poderá levar a sentimentos de frustração (para ambos/as os parceiros/as) e percepcionar o sexo como sendo simplista e pouco satisfatório. 

Na verdade, o orgasmo pode surgir através da estimulação de zonas altamente erógenas localizadas no corpo. A sensibilidade dessas zonas pode diferir de pessoa para pessoa. A sua descoberta acontece quando o casal permite-se explorar os seus corpos, ao invés de procurar a obtenção do prazer segundo modelos pressupostos. Para isto é necessário que ambos os membros do casal estejam presentes no momento, e que toda a dinâmica seja experienciada de forma consensual. É importante comunicar sempre de forma prévia quando se quer introduzir algo novo no sexo, tendo por base o respeito pelos limites do outro.  

Já conhecia algum destes mitos? Partilhe connosco, nesta publicação. 😉

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